Dra. Leila Sharon, médica, saúde mental WhatsApp
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Quando a preocupação é com uma criança ou adolescente

A arte do encontro

A saúde mental da infância e da adolescência não é apenas a medicina da mente em formação. É a ciência do desenvolvimento humano em sua fase mais importante. Meu compromisso profissional, pautado pelo acolhimento e pelo respeito à individualidade, parte da convicção de que não existem duas pessoas iguais e, portanto, não existe um plano padrão que sirva para todas.

O acolhimento como primeiro passo

O consultório precisa ser um espaço onde a criança não se sinta "paciente", um ser passivo a ser consertado, mas sim um indivíduo cujos sentimentos são legítimos. A aliança terapêutica nasce da percepção de que este é um território neutro e seguro, onde o sofrimento pode ser nomeado sem medo de julgamento.

A singularidade como bússola

Cada criança e adolescente chega com uma história própria, e é por ela que eu começo. Se a infância é o tempo das descobertas, a adolescência é o tempo da identidade. Por isso, antes de qualquer lista de sintomas, olho para a pessoa e o mundo em que ela vive: sua rede de apoio, a escola, a rotina. A primeira consulta começa acolhendo quem acompanha o jovem, porque cuidar de uma criança exige amparar também quem cuida dela. Depois, conforme a idade, o paciente ganha o seu próprio espaço. É nessa conversa a sós, livre de rótulos, que construímos o nosso vínculo.

A avaliação neuropsicológica como mapa

A avaliação neuropsicológica não é um documento burocrático. É um mapa das potencialidades e das vulnerabilidades de cada criança ou adolescente. Como médica, assumo o papel de tradutora: explico às famílias que o laudo não é uma sentença, mas uma ferramenta de autoconhecimento que ajuda a trocar a culpa pela busca do suporte necessário.

A escola como parceira

Nenhum cuidado com a criança ou adolescente se sustenta no isolamento. A articulação entre a médica, a família e a escola é um pilar da saúde mental. Busco construir pontes para garantir que o ambiente educacional acolha as necessidades do aluno com embasamento, contribuindo para que a escola compreenda de forma mais clara as particularidades do aluno.

Medicação, sem o estigma do medo

O medo dos pais em relação à medicação é, quase sempre, uma forma de proteção, e merece ser ouvido. Meu trabalho é responder a esse medo com esclarecimento. Quando a família tem dúvidas, apresento mais de uma opção de conduta e separo o laudo técnico da avaliação clínica. Quando indicada, a medicação tem o objetivo de aliviar o sofrimento, mas nem todo sofrimento pede remédio. Quando há necessidade de medicação, ela é explicada e acompanhada de perto.

Lado a lado

A caminhada na saúde mental não é linear. Como médica, meu papel é facilitar um processo que pertence à família. Toda criança ou adolescente traz consigo um mundo novo. Minha missão é acompanhar os passos dessa jornada singular para que cada decisão seja tomada com clareza. Se algo na rotina do seu filho tem chamado a sua atenção, uma consulta pode ser um bom lugar para começar essa conversa.

A primeira consulta é o momento de ouvir a história completa, com calma, e combinar juntos os próximos passos. Para marcar, envie uma mensagem.

Agendar consulta pelo WhatsApp

Em situação de emergência, procure o serviço de emergência mais próximo ou ligue para o SAMU, 192. O CVV atende pelo 188, 24 horas por dia.